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De Seguidores a Anunciadores

30 de março de 2017


Os primeiros seguidores de Jesus de Nazaré, foram os Apóstolos. Jesus fazia comunidade com eles, vivia com eles, os instruíam para uma nova perspectiva de fé e de vida. Esse grupo inicialmente de doze se expande. Lucas chega a mencionar outros setenta e dois que foram enviados (cf. Lc 10,1-11). Já era um número considerável para a partir de então levar a Boa Nova para toda a região conhecida.
O curto período da vida de Jesus de Nazaré foi muito intenso e bastante produtivo e eficaz nos seus ensinamentos. Conseguiu agrupar pessoas que estavam sedentas de algo novo e Ele era este Novo. Porém, os acontecimentos que levaram a sua morte deixaram um sentimento de desânimo nos seus discípulos, que se espalharam (cf. Lc 24,13) ou/e se agruparam (cf. Jo 20,19) sem perspectiva de ação. Porém, o acontecimento fundamental para o cristianismo é a sua ressurreição, o “sangue” novo, a esperança reacendida que os seus seguidores, a começar pelos Apóstolos, ganham para levar sua mensagem de salvação a todos os povos.
Sabe-se que Jesus tinha muitos seguidores, alguns mais próximos dele, que ele mesmo escolheu como Apóstolos (cf. Mc 3, 13-19), mas também havia considerável “multidão” de pessoas que o seguiam, seja pelos caminhos da Galileia, seja por causa de seus ensinamentos.

“Jesus, de fato, havia criado um vasto grupo de ouvintes, uma verdadeira sequela de ‘pobres’, de ‘oprimidos’. (PIERINI, 1998, p. 46) Havia também deficientes, mulheres e alguns mestres da Lei e fariseus.
Estas pessoas esperavam que Jesus fosse o Messias glorioso há muito tempo anunciado pelos profetas, porém, se sentiram sozinhas após o acontecimento da prisão, julgamento e morte Dele pelas forças judaicas e pelo Império Romano. Estes grupos de seguidores começaram a dissipar-se, pois no fundo a esperança da maioria deles era que Jesus se revelasse como o Messias esperado. Certamente estavam decepcionados e quem sabe com sentimento de que foram iludidos por mais um falso messias (cf. Lc 24, 13-35).
No entanto, acontece algo que muda ou reacende a convicção que os seus seguidores tinham Nele. Este fato é a ressurreição. Jesus que estava morto agora vive novamente, isso os enche de ânimo, primeiramente seus Discípulos e por meio destes a pequena comunidade dos que acreditavam em Jesus. Esses seguidores começam a entender o projeto de Salvação de Deus em Jesus de Nazaré, o Cristo, de forma diferente. Esse Messias era muito diferente do esperado pelo povo judeu. O Messias esperado veio e é Jesus de Nazaré. Esta verdade é o que os seguidores de Jesus a partir de então começam a pregar pelo mundo a fora. É o Kerígma.
Os discípulos, que antes haviam reconhecido Jesus como um profeta, a partir da confissão de Pedro em Cesaréia o reconheceram como um Messias divinizado agora o proclama abertamente como ‘Senhor’ (= “Kyrios”, cf. At 2,36). Essa mensagem é dirigida antes de tudo aos povos da diáspora judaica, mas também aos ‘distantes’, isto é, aos pagãos (At 2,39). (PIERINI, 1998, p. 46-47)

Por: Religioso Carlos Eduardo


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