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CNBB inicia última semana de Assembleia; veja como foi

12 de abril de 2016





Em coletiva de imprensa, os bispos resumiram o dia e falaram sobre questões sobre a família, como a nulidade matrimonial e a gratuidade dos processos.

Os bispos iniciaram nesta segunda-feira, 11, a última semana da 54ª Assembleia Geral da CNBB que acontece em Aparecida (SP), desde quarta-feira, 6 de abril.

Na segunda sessão de trabalhos de hoje, os bispos voltaram ao texto do tema central, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade. Sal da terra e luz do mundo”. A primeira sessão foi privativa, no Santuário Nacional de Aparecida. 

A Comissão para Textos Litúrgicos teve 3o minutos para atualizar os bispos sobre os trabalhos que está realizando, como a tradução da terceira edição do missal romano.

Já a Comissão para a Doutrina da Fé trabalha nestes dias na formulação de orientações em algumas questões doutrinais, com o objetivo de assessorar o episcopado brasileiro e trabalhar as questões de fé e moral dentro da CNBB.

Exortação sobre a família

O Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, retomou a Exortação Amoris Lecticia, publicada na última semana pelo Papa Francisco. Dom Raymundo destacou à imprensa reunida em coletiva nesta segunda-feira, 11, dois capítulos da Exortação que tratam de assuntos práticos sobre a família.

Segundo o Cardeal, nos capítulos sexto e oitavo, o Papa chama a atenção para o anúncio do Evangelho à família; reforça o matrimônio como vocação, não como uma aventura onde o casal verifica se vai ou não dar certo. “É uma vocação”, reafirmou Dom Raymundo.

Os capítulos falam ainda de algumas atitudes pastorais com relação ao matrimônio: o reforço da pastoral familiar, a preparação dos futuros padres para a direção espiritual, formação e orientação das famílias; e os cuidados com celebração do matrimônio, de modo que os noivos possam vivenciar a riqueza do rito matrimonial. Além disso, reafirma que os casais de segunda união devem ser acompanhados pela Igreja, e não excluídos. “Eles não estão ex-comungados, e devem assumir trabalhos pastorais e até apostólicos na Igreja”, disse o cardeal Damasceno

Sobre as uniões homossexuais, Dom Raymundo explicou que o documento mantém a posição da Igreja, reafirmando que estas uniões não devem equiparadas ao Sacramento do Matrimônio, entre um homem e uma mulher. Todavia, devem ser respeitadas, acolhidas.

Dom Damasceno destacou, por fim, que o Papa pede que em todas as situações pelas passam as famílias, haja discernimento e integração. “Não há nenhum princípio geral no documento papal, porque cada caso é um caso, sobretudo nas realidades do casais de segunda união. São realidades diferentes e situações específicas. Estar numa situação irregular não significa estar em pecado”, afirmou o cardeal de Aparecida.

Processos de nulidade matrimonial


O Bispo auxiliar da Dom Sérgio de Deus Borges, bispo auxiliar de São Paulo (SP) / Foto: André Cunha

O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Sérgio de Deus Borges, destacou a abreviação do processo de nulidade matrimonial, reduzindo as sentença, de duas para uma, no Tribunal Eclesiástico.

Após o Papa Francisco ter publicado o Moto Proprio “Mitis Iudex Dominus”, o juiz tem 20 dias para analisar a causa de nulidade, 15 dias para defesa, mais 30 dias para ouvir as partes, outros 15 dias para as alegações, e mais 30 para bispo (juiz) dar a sentença. São cerca de quatro meses, portanto, para um processo mais breve, o que para Dom Sérgio é um tempo muito bom, se comparado com outros processos civis no Brasil.


Dom Sérgio, canonista da CNBB responsável pelo estudo do Moto Proprio “Mitis Iudex Dominus” , disse que o melh
or caminho para acelerar os processos é aproximar os tribunais das pessoas, em cada diocese, além de tornar acessível a causa e o processo.


“O Motu Próprio vem ajudar muito os padres a ajudarem as famílias e as famílias a viverem na santidade. Ele não é pra favorecer a nulidade mas para ajudar as pessoas a viverem na santidade”, disse Dom Sérgio.

Por fim, o bispo falou sobre a orientação do Papa Francisco para tornar gratuito, sempre que possível, os custos com os processos de nulidade.





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