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Dom Cláudio Hummes diz que Igreja cresce quando encurta distâncias

14 de abril de 2016


Os bispos reunidos na 54ª Assembleia Geral da CNBB recordaram os povos e a Igreja da Amazônia na missa desta quarta-feira (13), às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida. O presidente da celebração, Cardeal Cláudio Hummes arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão para a Amazônia, disse que a Igreja cresce quando assume a sua identidade missionária.

“Não é tanto por muita falação, não é tanto por muitos documentos, não é tanto por doutrinação que a Igreja vai crescer. A vida religiosa, a Igreja, cresce por atração”, afirmou o cardeal referindo-se à realidade da diminuição no número de vocações e da identidade missionária da Igreja. 

O Cardeal manifestou o desejo de que a celebração desse dia servisse de apelo para a Igreja de todo o Brasil diante da necessidade urgente dos povos da região amazônica.

“Queremos que essa celebração seja um grande apelo missionário, que essa celebração não seja somente uma comemoração, mas também um apelo renovado e missionário para as Igrejas do resto do Brasil, para os padres, para os religiosos”, enfatizou.

 "A Igreja não deve pensar em si mesma, ela deve fazê-lo por causa d´Ele não por causa dela, mas por causa daqueles que precisam. Uma Igreja assim atrai". 

A esse respeito, Dom Cláudio disse entender que a necessidade de vocações acontece em todas as realidades, mas julgou que a Amazônia tem relevância diante do desafio que ela impõe aos missionários que atuam nessa região, tanto pelas longas distâncias quanto pelos desafios culturais, econômicos, políticos e ambientais.

"Existe falta de padre por todo lado", frisou o cardeal. "E quando a gente pensa na necessária presença física, a gente diz ‘por toda parte falta padre’. Mas aquela Igreja na Amazônia tem carências muito especiais porque tem características especiais”, destacou.

Por fim, o cardeal citou que a Igreja fará diferença na medida em que levar a misericórdia, em que encurtar as distâncias com aqueles que mais precisam de sua Palavra.

“A Igreja não deve pensar em si mesma, ela deve fazê-lo por causa d´Ele não por causa dela, mas por causa daqueles que precisam. Uma Igreja assim atrai. Aliás, Jesus disse ‘no dia em que eu for elevado na cruz eu atrairei todos a mim’. Ele não disse ‘pela minha pregação’, claro que também pela pregação, mas Ele diz no dia em que eu fizer o ato supremo da misericórdia para a humanidade é aí que eu vou atrair todos. É a misericórdia que faz a diferença, ela torna a fé real, viva! Paulo já dizia isso: uma fé que não se traduz em caridade é uma fé morta. É a caridade que atrai. Então também nós pensemos nisso, na medida em que vamos de fato, encurtamos as distâncias, nessa medida a Igreja faz a diferença e ela cresce por atração”, finalizou.



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