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30° Domingo do Tempo Comum: O legalismo e a humildade em Lc 18,9-14

26 de outubro de 2013

Parabola pharisaei et publicani
É possível ver várias atitudes neste texto que podem nos ajudar para examinar a vida e perguntarmos como é nossa relação com Deus.
Em Lc 18,10 disse: νθρωποι δύο νέβησαν ες τ ερν προσεύξασθαι, ες Φαρισαος κα τερος τελώνης (“Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, um publicano”). Reconhecemos a nossos atores do texto: Φαρισαος, ου, . Fariseu, membro de uma seita ou partido religioso conservador do judaísmo. Dentro de seu grupo, chamavam-se a si mesmos os “companheiros” (heb. jabêrîm) ou os “santos” (heb. qedôshîm). O outro personagem, τελώνης, ου, . Cobrador de imposto, publicano, uma pessoa nominada pelo Império Romano para efetuar a arrecadação do imposto.
Pois bem, será pertinente conhecer mais o farisaísmo -“separatismo”- que enfatizava a separação do mundo e sua contaminação. Os fariseus viviam separados do mundo e esperavam sair dele. Por conseguinte, os interesses religiosos eram supremos junto com o amor pela letra e o espírito do legalismo -da justificação pelas próprias obras-, portanto tinham um zelo pelo cumprimento estrito da Torá (ou “lei de Moisés”).
Jesus tinha enérgicas discussões com os fariseus. Foi a rigorosa piedade exterior na observância da lei com o fim de cobrir os pecados (legalismo) que levou a Jesus nomear de hipócritas aos fariseus. Vemos uma observação em Lc 18,9: Επεν  δ  κα  πρός  τινας  τος  πεποιθότας  φ΄  αυτος  τι  εσν  δίκαιοι  κα ξουθενοντας τος λοιπος τν παραβολν ταύτην (“Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais”). ξουθενοντας: menosprezavam, desprezavam, em grego este verbo indica uma atitude constante ou repetitiva.
Podemos dizer em nosso coração e repetir as palavras do publicano:  θεός, λάσθητί μοι τ μαρτωλ (“Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador”. Lc 18,13). Ele se apresenta despojado de seus méritos. Também, vemos nele a riqueza na fé e humildade. Com essa atitude torna-se depositário do amor de Deus. Definitivamente, a fé na misericordiosa paternidade de Deus é a única fonte de justificação, uma fonte filial. Desde esta parábola podemos ter a experiência privilegiada de um Deus que salva. λέγω μν, κατέβη οτος δεδικαιωμένος ες τν οκον  ατο  παρ΄ κενον (“Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não”. Lc. 18,14). δεδικαιωμένος: provem da palabra δικαίωσις [justificação] que significa não obter a salvação mediante a lei porque a salvacao é pela misericórdia divina.
Nem legalismo nem culpabilidade. Na nossa vida espiritual é preciso discernir para levar uma vida espiritual equilibrada, é dizer, viver desejando e elegendo o que Deus mais quer. Por isso, deve haver muita liberdade interior, abnegação de si mesmo e ter uma vida descentrada como Jesus.   τι  πς    ψν  αυτν  ταπεινωθήσεται,    δ  ταπεινν αυτν ψωθήσεται (“Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido”. Lc 18,14).
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