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IV Domingo do Tempo Comum

30 de janeiro de 2011

Queridos irmãos e irmãs,
Efusivas saudações no Espírito Santo e no Verbo de Deus!
A Liturgia da Palavra de hoje nos apresenta as Bem-aventuranças, uma das mais belas páginas da Escritura. O texto de São Mateus nos narra que Jesus subiu ao Monte, como Moisés, no Antigo Testamento, do Monte Sinai deu a Lei aos judeus. Jesus se senta, como um Mestre, não na cátedra de Moisés, mas na sua própria cátedra. Os discípulos se aproximam para escutar; e o Mestre lhes ensina, a eles, e a nós, que agora, sentados, buscamos compreender a Palavra do Senhor.
Mas, o que Jesus ensina? Feliz quem é pobre, feliz é quem chora, feliz quem tem fome e sede, quem é manso e puro, quem é misericordioso e perseguido! Caríssimos, que contraste com a mentalidade do mundo, do capitalismo! Que contraste com a nossa mentalidade! Que contraste com a lógica da “teologia” da prosperidade, que alguns pregam em nome de Cristo, mas que de cristã não tem nada! Bem-aventurado quem é pobre, que chora, quem tem fome! Como compreender isso? Como aceitar? Como viver essas palavras?
Na verdade, há uma só bem-aventurança; as outras nada mais são que ressonância, eco dessa única: “Bem-aventurados os pobres!” Deles – e só deles – é o Reino dos céus! Compreendamos o que Jesus quis dizer! Na Bíblia, pobre é todo aquele que se encontra numa situação de penúria, de impotência, de angústia e incapacidade Pobre é quem se sente pequeno diante dos desafios da existência. Pobre é quem não tem o suficiente para viver, não tem casa, não tem comida, não tem trabalho; pobre é quem não tem saúde; pobre é o humilhado, pobre é o discriminado; é o frágil psíquica ou fisicamente. Pobre é quem não tem voz, não tem vez, não tem sua dignidade respeitada! Pobre é o solitário, o não amado, o deprimido. Todos esses são os pobres da Bíblia.
Mas, por que Jesus os considera bem-aventurados? Por um motivo só: porque, do fundo de sua miséria, eles tem mais facilidade de perceber realmente o que nós somos e o que a vida é. O pobre, por já não ter quem o possa socorrer, levanta os olhos para o céu e reconhece o amor terno e presente de Deus.
Meus caros, estejamos atentos à advertência de Jesus! A verdade é que somente quem é pobre de verdade aceita que Deus é sua riqueza e seu tudo. Cada um de nós e a Igreja inteira, somos todos chamados a pensar nas palavras do Senhor! Terminemos com as palavras do Profeta Sofonias: “buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos. Deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel! Eles serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará!”. Que o Senhor nos conceda a graça de estarmos entre esses pobres que vão colocando nele a sua esperança!
Por: André Carlos Morais Carvalho (Aspirante Barnabita)
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