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Cristo ressuscitado nossa esperança

20 de abril de 2017

                                                      Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Encontramo-nos hoje à luz da Páscoa, que celebramos e continuamos a celebrar com a Liturgia. Por isso, no nosso itinerário de catequese sobre esperança cristã, hoje gostaria de falar-vos de Cristo Ressuscitado, nossa esperança, assim como o apresenta São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (cfr cap. 15).
      O apóstolo quer resolver uma problemática que seguramente na comunidade de Corinto estava no centro das discussões. A ressurreição é o último assunto abordado na Carta, mas provavelmente, em ordem de importância, é o primeiro: tudo, na verdade, se apoia sobre esse pressuposto.
        Falando aos seus cristãos, Paulo parte de um dado incontestável, que não é o êxito de uma reflexão de qualquer homem sábio, mas um fato, um simples fato que interveio na vida de algumas pessoas. O cristianismo nasce daqui. Não é uma ideologia, não é um sistema filosófico, mas é um caminho de fé que parte de um acontecimento, testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus. Paulo o resume deste modo: Jesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado, e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze (cfr 1Cor 15, 3-5). Este é o fato: morreu, foi sepultado, ressuscitou e apareceu. Isso é, Jesus está vivo! Este é o núcleo da mensagem cristã.
        Anunciando este acontecimento, que é o núcleo central da fé, Paulo insiste sobretudo no último elemento do mistério pascal, isso é, sobre o fato de que Jesus ressuscitou. Se, de fato, tudo tivesse terminado com a morte, Nele teríamos um exemplo de dedicação suprema, mas isso não poderia gerar a nossa fé. Foi um herói. Não! Morreu, mas ressuscitou. Porque a fé nasce da ressurreição. Aceitar que Cristo morreu e morreu crucificado não é um ato de fé, é um fato histórico. Em vez disso, acreditar que ressuscitou sim. A nossa fé nasce na manhã de Páscoa. Paulo faz uma lista de pessoas a quem Jesus ressuscitado apareceu (cfr vv.5-7). Temos aqui uma pequena síntese de todos os relatos pascais e de todas as pessoas que entraram em contato com o Ressuscitado. No topo da lista temos Cefas, isso é, Pedro, e o grupo dos Doze, depois “quinhentos irmãos” muitos dos quais podiam ainda dar testemunho, depois é citado Tiago. Último da lista – como o menos digno de todos – está ele próprio. Paulo diz de si mesmo: “Como um aborto” (cfr v.8).
      Paulo usa esta expressão porque a sua história pessoal é dramática: ele não era um coroinha, mas era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções; sentia-se um homem que chegou, com uma ideia muito límpida do que fosse a vida com os seus deveres. Mas neste quadro perfeito – tudo era perfeito em Paulo, sabia tudo – neste quadro perfeito de vida, um dia acontece aquilo que era absolutamente imprevisível: o encontro com Jesus Ressuscitado, no caminho de Damasco. Ali não foi somente um homem que caiu por terra: foi uma pessoa que foi pega por um evento que mudaria o sentido da sua vida. E o perseguidor se torna apóstolo, por que? Porque eu vi Jesus vivo! Vi Jesus Cristo Ressuscitado! Este é o fundamento da fé de Paulo, como da fé dos outros apóstolos, como da fé da Igreja, como da nossa fé.
       Que belo pensar que o cristianismo, essencialmente, é isso! Não é tanto a nossa busca em relação a Deus – uma busca, em verdade, assim, às vezes – mas, em vez disso, a busca de Deus em relação a nós. Jesus nos tomou, nos agarrou, nos conquistou para não nos deixar mais. O cristianismo é graça, é surpresa e por esse motivo pressupõe um coração capaz de maravilhas. Um coração fechado, um coração racionalista é incapaz de maravilha e não pode entender o que é o cristianismo. Porque o cristianismo é graça e a graça somente se percebe, se encontra na maravilha do encontro.
         E então, mesmo se somos pecadores – todos nós o somos – se os nossos propósitos de bem ficaram somente no papel ou se, olhando para a nossa vida, nos damos conta de ter somado tantos insucessos…Na manhã de Páscoa podemos fazer como aquelas pessoas de que fala o Evangelho: ir ao sepulcro de Cristo, ver a grande pedra caída e pensar que Deus está realizando por mim, por todos nós, um futuro inesperado. Ir até o nosso sepulcro: todos o temos um pouquinho dentro. Ir ali e ver como Deus é capaz de ressurgir dali. Aqui há felicidade, aqui há alegria, vida, onde todos pensavam que houvesse somente tristeza, derrota e trevas. Deus faz crescer as suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas.
         Ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus por nós, que derrotou a nossa grande inimiga. Deus é maior que qualquer coisa e basta somente uma vela acesa para vencer a mais obscura das noites. Paulo grita, recordando os profetas: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (v.55). Nestes dias de Páscoa, levemos esse grito no coração. E se nos perguntarem o porquê do nosso sorriso doado e da nossa paciente partilha, então poderemos responder que Jesus ainda está aqui, que continua a estar vivo entre nós, que Jesus está aqui, na praça, conosco: vivo e ressuscitado.







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