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Na catequese, Papa fala sobre esperança cristã e Criação

22 de fevereiro de 2017

O Papa Francisco se reuniu com cerca de 10 mil fiéis nesta quarta-feira, 22, para a tradicional audiência geral, a catequese. A reflexão de hoje foi sobre a esperança cristã e a criação.
Francisco recordou que Deus confiou ao homem a proteção da natureza para que pudesse entrar em relação com Ele, reconhecendo nela o seu vestígio. Porém, quando se deixa levar pelo egoísmo, o ser humano acaba por arruinar inclusive as coisas mais belas.
“E, infelizmente, a consequência de tudo isso está dramaticamente sob os nossos olhos, todos os dias”. Como exemplo, o Papa falou da água, que dá a vida, porém é contaminada e destrói a criação. Onde tudo remetia ao Pai Criador e ao seu amor infinito, agora traz o sinal triste e desolador do orgulho e da voracidade humanas.
O Santo Padre observou, porém, que Deus não deixa o homem sozinho e oferece uma perspectiva nova de libertação, de salvação universal. “Se prestarmos atenção, tudo ao nosso redor geme: geme a própria criação, gememos nós seres humanos e geme o Espírito dentro de nós, no nosso coração”.
Esses gemidos não são uma lamentação estéril, desconsolada, mas – como destaca o Apóstolo – são os gemidos de uma mulher prestes a dar à luz; são gemidos de quem sofre, mas sabe que está para chegar uma nova vida. “E no nosso caso é realmente assim”, pontuou.
O cristão não vive fora do mundo, sabe reconhecer na própria vida e naquilo que o rodeia os sinais do mal, do egoísmo e do pecado. É solidário com quem sofre, com quem chora, com quem está marginalizado, com quem se sente desesperado. Ao mesmo tempo, porém, o cristão aprendeu a ler tudo isso à luz da Páscoa, com os olhos de Cristo Ressuscitado, e sabe que o presente é tempo de expectativa, tempo animado por um anseio que vai para além do presente.
Na esperança, disse o Papa, se sabe que o Senhor quer curar definitivamente, com a sua misericórdia, os corações feridos e humilhados e aquilo que o homem deturpou com a sua impiedade, tudo regenerando num mundo novo e numa humanidade nova reconciliados finalmente no seu amor.
A mensagem final de Francisco foi de esperança. “Quando somos tentados pelo desânimo, pelo pessimismo, caindo em inúteis lamentações ou ficando sem saber que pedir ou esperar, vem em nosso auxílio o Espírito Santo, que mantém vivos os gemidos e anseios do nosso coração. O Espírito vê, por nós, para além das aparências negativas do presente e revela-nos já agora os novos céus e a nova terra que o Senhor está preparando para a humanidade”.


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