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Atitude de escuta na Vida Religiosa

24 de setembro de 2015

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O! » (Mt 17,5).
Como seguidores de Cristo sempre estamos convidados a viver o espírito de discernimento, por conseguinte, o cristão tem uma ferramenta fantástica para vivenciar sua fé na continua vigilância. Estamos falando da escuta.
Tal atitude serve para estarmos atentos à voz de Deus e dos irmãos. O mesmo documento Vida Fraterna em comunidade expressa a sua importância: “Sem diálogo e escuta, há sempre o risco de levar vidas justapostas ou paralelas, o que está bem longe do ideal de fraternidade” (VF 32).
Certamente, com a atitude de escuta do Consagrado, muitas pessoas poderão sentir a presença ativa e transformadora de Deus, porque com tal prática permitimos ao outro ocupar o primeiro lugar. Também, dessa forma, deixamos de lado a nossa própria postura, opiniões e esquemas.
Além do mais, estaremos abertos a novos caminhos, horizontes e alternativas para melhorar a vida, sem prejuízo, sem preconceito, zelando pela sabedoria do coração, como fez a mãe de Jesus: “Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração” (Lc 2, 19). Sem duvidas foi uma serva que interiorizou a mensagem de Deus. Ela escutou a voz do anjo porque estava em silêncio, pronta para escutar. Dessa forma, muitos problemas seriam solucionados e evitados durante a formação e quando enviados.
Como discípulos missionários somos convidados a escutar o gemido dos pobres, das pessoas que estão na prisão, dos doentes sem esperança, das idosas rejeitadas, das crianças, dos  jovens sem oportunidades, da própria humanidade (em paróquias, escolas, comunidades, obras sociais, etc.),  do mesmo modo como Maria estaria contemplando o sofrimento aos pés do Cristo Crucificado (cf. Jo 19, 25-27).
No exercício pastoral e antes de pregar ou dar um sermão: “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1,19). Ao demonstrar a nossa atenção, abertura e compreensão o irmão perceberá que ele é importante e digno.
Vejamos o que expressa o magistério da Igreja através do documento Vita Consecrata. A palavra ‘escuta’ aparece 19 vezes; ‘ouvir’ umas 5 vezes. Em concreto, diz: “Todos os filhos da Igreja, chamados pelo Pai a « escutar » Cristo, não podem deixar de sentir uma profunda exigência de conversão e de santidade” (VC 35). De fato, somos sempre convidados a dar uma resposta coerente à vocação cristã e estado de vida. Por outro lado, hoje é normal encontrar pessoas com suficiente experiência de VR nas comunidades religiosas. Cresce o numero! No entanto, o documento expressa: “Elas (pessoas idosas) têm certamente muito que dar em sabedoria e experiência à comunidade, se esta souber estar ao seu lado com atenção e capacidade de escuta” (VC 44). Sempre é bom consultar, pedir conselho, ouvir, ter consideração por estas pessoas experientes. Finalmente, “a verdadeira profecia nasce de Deus, da amizade com Ele, da escuta diligente da sua Palavra nas diversas circunstâncias da história (VC 84). Aprende-se a ser discípulo escutando e deixando ser transformado pelas palavras do Mestre.
Autor:
 



Bibliografia

A vida fraterna em comunidade. SVA e CIVC . - São Paulo : Paulinas, 1994.
Bíblia Sagrada. CNBB. - São Paulo : Canção Nova, 2012.

Vita Consecrata. JOÃO PAULO II. - São Paulo : Paulinas, 1999.
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