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Catequizar é evangelizar

31 de agosto de 2015

Neste último domingo do mês vocacional, celebramos o Dia Nacional do/a Catequista. Além das orações, da nossa estima e carinho, manifestamos a gratidão da nossa Igreja aos catequistas, que, por amor a Cristo Jesus, acompanham as crianças, adolescentes, jovens e adultos no processo da iniciação cristã em nossas comunidades.
Nas nossas comunidades, são centenas de mulheres, homens e jovens que abraçaram a vocação de catequista por amor à causa do Reino de Deus. Para a Igreja, os pais são os primeiros e principais responsáveis pela vida e pela educação de seus filhos; são os educadores da fé. Mas também não podemos fechar os olhos diante da realidade de uma sociedade na qual as famílias vivem muitas vezes as fragilidades de uma mudança de época. Mesmo que a família e toda comunidade cristã sejam responsáveis pela catequese, por palavras e pelo testemunho de vida, é indispensável a figura do/a catequista como educador da fé na vida da Igreja, tendo sempre presente que muitos foram iniciados na vida cristã pelo batismo, mas não suficientemente evangelizados ou educados para abraçar a fé que nasce e se alimenta do encontro com Jesus Cristo, através da Palavra de Deus e da Eucaristia.
O ou a catequista na sua missão evangelizadora não é mero instrutor da doutrina, mas também pessoa que fez a experiência do encontro com Jesus Cristo na sua vida de fé. Por isso, vive o discipulado, ajudando na iniciação cristã, em comunhão, servindo na missão como catequista os irmãos na comunidade.
Às vezes, precisamos ter a ousadia de voltar às fontes e recomeçar a partir de Jesus Cristo, para superar a tentação do desânimo e do cansaço, imitando o Bom Mestre que soube colocar-se em comunhão com o Pai através da oração, para superar os desafios da missão. O papa Francisco nos lembra que, “em meio a uma cultura da indiferença e do secularismo que avança a passos largos, é preciso rezar para que a alma não definhe, o coração não perca seu calor e a ação não se deixe invadir pela covardia... Não devemos ceder à tentação minimalista de se contentar apenas em conservar a fé e ficar satisfeitos porque alguns continuam frequentando a catequese. Precisamos saber ir ao encontro daqueles que não vêm. Os cansaços do caminho não podem deter nossos passos, pois isso equivaleria a paralisar a vida. O paradoxo cristão exige que o discípulo, em seu itinerário do coração, precise sair para poder permanecer, mudar para poder ser fiel”.
Que o bom Deus abençoe todos/as os/as catequistas.
Dom José Gislon
Bispo de Erexim (RS)

Fonte: cnbb.org.br
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