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Campanha da Fraternidade 2015

19 de fevereiro de 2015

J + C
Irmãos e irmãs, em Cristo minha saudação fraternal.
Neste ano do Senhor de dois mil e quinze, na quarta-feira de cinzas, deu-se abertura a Campanha da Fraternidade no Brasil. Este tempo de Quaresma, além de ser um momento de penitência, é também um convite a realizarmos gestos concretos de solidariedade e exercitarmos a fraternidade para com os irmãos.
  Guiados pela conferência episcopal brasileira somos interpelados a vivenciar esse tempo quaresmal em paralelismo com a Campanha da Fraternidade que tem como objetivo geral aprofundar, à luz do evangelho, o seguinte tema: Igreja e Sociedade, e como essas duas vertentes sociais e eclesiais sempre caminharam e caminham juntas para bem servir o todo (o homem). Sob a luz do tema proposto analisaremos os três pontos fundamentais catequéticos: ver/ julgar e agir no âmbito da caminhada cristã e social.
Nós vivemos numa (polis = cidade) que há apelos e clamores; a sociedade caminha com a Igreja desde sua presença em terras tupiniquins, desde a chegada dos Jesuítas, no intuito de catequisar aqui seus moradores até então desconhecidos (índios); assim a Igreja se coloca a serviço do povo.
Não há fé sem obras! Somos a Igreja do ir onde o povo está, e surge a pergunta: Onde o povo está? A resposta é óbvia: se faz presente na sociedade, incluso na pólis, lugar também onde a Igreja se faz presença acolhedora e mediadora dos fracos e oprimidos, de quem não tem voz nem vez, de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social, vítimas do processo socioeconômico vigente no País.
A história, com suas luzes e trevas, nos permite ver o papel da Igreja que é lâmpada que guia seu rebanho dando, ao mesmo, diretrizes e nortes. No passado imperial era necessário ser Católico para se fazer político, posteriormente, em um País laico, ainda se faz presente a participação do fiel, quer seja como cidadão exercendo sua obrigação (voto), quer seja como político que participa ativamente legislando/sancionando/denunciando. Assim, cada fiel tem a tarefa de ser voz profética no meio social.
Não obstante a realidade de cada estado do Brasil e da sociedade como um todo, não podemos viver apáticos às necessidades públicas e políticas. Como são feitas as leis? Como são aplicados os impostos? Temos o dever de buscar as respostas para essas perguntas e interagir com o povo para que haja equidade no âmbito social e estabilidade econômica que favoreça as minorias, que não possuem os subsídios básicos, tais como: saúde, educação e moradia.
Diante dos problemas com que o nosso País se defronta, seria ilusório pensar que a solução estaria na mudança das estruturas: sociais, econômicas e políticas. Seria desconhecer “a força intrínseca do espiritual e de sua lei de ação” (Maritan), na sociedade e na história. A Igreja de Cristo “tem o dever de mostrar a todos o caminho da conversão que leva a voltar os olhos para o próximo, a ver no outro- seja ele quem for- um irmão e uma irmã em humanidade, a reconhecer sua dignidade intrínseca na verdade, na liberdade” (Papa Francisco- Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 01-01-2015).
A Igreja também pode servir como fiscal e mediadora, pois sempre produziu efeitos e frutos ao longo do tempo e da história, seja nos seus movimentos sociais, como: os vicentinos, nas santas casas de misericórdia, etc.; quer no âmbito pastoral, como: pastoral da terra, pastoral da criança, pastoral do menor; e também no âmbito humano e assistencial, pois para a sociedade o rosto da Igreja foi/é/será o seu serviço.
O “tu” fraternal que nos transforma em uma só comum unidade com o outro e para o outro sempre foi exercitado pela solidariedade da Igreja como Mãe e mestra. E agora cabe a cada um refletir durante este período quaresmal e fazer sua prática batismal de ser profeta, sacerdote e rei buscando o bem comum do ser humano através da justiça social.
Por:









Notas:
[1] BÍBLIA - Bíblia do Peregrino. Comentários de L. A. SCHÖCKEL. São Paulo: Paulus, 2002.
[2] CONCÍLIO VATICANO II – Compêndio do Vaticano II: constituições, decretos e declarações. Petrópolis: Vozes, 1968.
[3] CONFERÊNCIA DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO. III Conferência Geral. Puebla: A evangelização no presente e no futuro. Petrópolis: Vozes, 1979.
[4] FRANCISCO, Papa. Mensagem para o dia Mundial da Paz, 2015.
[5] MARITAN, Jacques. Humanismo integral, 1936.
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