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Artigo: Tempo de Conversão

16 de fevereiro de 2015

Jesus conhece a nossa condição humana e Ele nos quer levar a uma vida baseada na caridade, estando em acordo até com o adversário (cf. Mt 5,25 par. Lc 12,58s), certamente, a conversão será necessária para ter atitudes cristãs, a mudança de vida é urgente, precisamos estar com a veste adequada (cf. Mt 22, 11-13), porventura temos tempo, AGORA!
No entanto, o que significa conversão nos lábios de Jesus? As palavras metánoia e metanoeîn expressam o que Jesus entende por conversão? Por um lado, as palavras utilizadas no grego revelam pouco sobre a ideia da conversão, no entanto, as parábolas e comparações ajudam a entender melhor a mensagem de Jesus. Seguidamente, confira alguns textos bíblicos que falam sobre o perdão:
- O fariseu e o publicano (Lc 19, 10-14);
- Os dos filhos (Mt 21, 28-31);
- A figueira estéril (um Deus paciente) (Lc 13, 6-9);
- Os dois devedores (Lc 7, 36-50);
- O servo sem perdão (Mt 18, 23-35);
- A ovelha perdida (Iniciativa amorosa do Pai) (Lc 15, 4-7);
- O Padre misericordioso (Lc15, 11-32).
Note-se, contudo, como a conversão é um afastamento do pecado, ela não pode acontecer com a metade do coração, consequentemente deve abarcar toda a vida do homem, com uma entrega plena ao Senhor (Salmo 24 vv. 3-4).
Na verdade, a conversão é também necessária para entrar no reino de Deus: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Mc 10:15), evidentemente, “tornar-se de novo como as crianças” significa: aprender de novo a dizer: `Abba. Repare-se que a pessoa convertida aprende a depositar toda sua esperança no Pai, retorna à casa com toda confiança (Lc 15, 11-32), o filho encontra novamente o caminho à casa do pai, Ele se abandona na ação da graça.
Notemos bem que a conversão anunciada por Jesus será totalmente diferente à pregação de João Batista. Qual é a diferença? Ora, pode ser verificado na resposta da conversão de Zaqueu (cf. 19, 1-10), ele foi vencido pela misericórdia e amor que Jesus demostrou, é evidente que não foi com censuras e proibições que Zaqueu mudou de vida. Também a mulher pecadora (Lc 7, 36-50) demonstra com a sua ação uma grande remissão de vida. De tal modo, o motivo da conversão segundo Jesus é a experiência da misericórdia de Deus, portanto, compreendemos que a penitência não é uma autossuperação, mas é estar vencido pela Graça; é, sobretudo, olhar a vida com os olhos de Deus.
  Em conclusão, a alegria da conversão está em retornar à casa do Pai, achar o caminho de volta, reviver. Também consiste em estar preparado com o traje nupcial (Mt 22, 11-13), de nenhuma forma o homem convertido é hipócrita, achando que tudo está baseado no mérito particular. Veja como Jesus está feliz perto dos pecadores: “Ei-lo à mesa em casa dele, e muitos coletores de impostos e pecadores tinham tomado lugar com Jesus e seus discípulos, pois eram numerosos e seguiam-no” (Mc 2, 15). Enfim, mudar de mentalidade é sinal da alegria e do poder de Deus.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
JEREMIAS, Joachim, Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Ed. Paulinas, 1980 pp. 234-243.
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