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Os três desafios do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu na Turquia

28 de novembro de 2014

Uma declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu sobre a ecologia e a pobreza seria natural e previsível para o futuro, declarou à ACI Imprensa, neste 28 de novembro, um assessor teológico do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla na Turquia.
“Hoje, não há desculpa para a indiferença e a inação. Uma resposta conjunta entre o Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu pode resultar potente e permanente ao mesmo tempo”, sublinhou o Pe. John Chrissavgis, quem é também parte da Igreja Ortodoxa da América.
O Papa Francisco estará na Turquia até o dia 30 de novembro. Durante sua visita, o Santo Padre se reunirá com o Bartolomeu para uma oração ecumênica na noite do sábado em Phanar, sede do Patriarcado Ecumênico de Istambul. Segundo o Pe. Chrissavgis há três principais desafios que ambos os líderes podem enfrentar juntos.
Em primeiro lugar, assinala o sacerdote, ambos os líderes deveriam fomentar “um sentido de humildade e arrependimento pela suspeita arrogante e polêmicas hostis do passado. Já não devemos cair na tentação do isolamento e do fanatismo que caracterizaram as relações entre as duas Igrejas nos séculos anteriores”.
Em segundo lugar, prossegue, “deveríamos honestamente examinar as diferenças teológicas que continuam nos separando, especialmente o ponto da autoridade e a primazia (do Papa), assim como a infalibilidade e a colegialidade. O Papa Francisco realmente tem demonstrado sua disposição e abertura para explorar a tradição comum da Igreja primitiva, uma Igreja não dividida nestes assuntos”.
Finalmente, assinalou o Pe. Chrissavgis, “inclusive enquanto abordamos temas doutrinais, não deveríamos ignorar os problemas globais que se enfrenta em cada lugar, incluindo a pobreza, a guerra, a injustiça e a crise ecológica”.
Por isso, no que se refere à ecologia, o Papa Francisco demonstrou estar muito atento, pois anunciou que trabalha em uma encíclica sobre este tema para inícios do próximo ano, e frequentemente mencionou a noção de ecologia humana em seus discursos, o último deles no dia 25 de novembro no Parlamento Europeu. “O amor do Papa aos pobres e vulneráveis da sociedade o faz igualmente sensível ao meio ambiente”, afirmou.
Pelo outro lado, o Patriarca Bartolomeu trabalhou incansavelmente para despertar a consciência das pessoas sobre a mudança climática. Daí o título que os jornalistas lhe deram de “Patriarca Verde”.
O Pe. Chrissavgis indicou que “é verdade que ecologia natural e humana estão inseparavelmente unidas. A maneira como tratamos as pessoas e especialmente aos pobres, está diretamente refletida na maneira como respondemos aos aspectos ambientais; e a maneira como respeitamos a criação de Deus está manifestada em nossa atitude para os seres humanos criados à imagem de Deus. De fato, ambos os líderes visionários podem discernir esta verdade”.
“Seria maravilhoso – e natural-, para o Papa e o Patriarca seguirem juntos este tema e assinar uma declaração comum, da mesma forma que o Patriarca Bartolomeu assinou a declaração de Veneza em 2002 com João Paulo II. Certamente posso prever que isto aconteça no futuro próximo”, afirmou o Pe. Chrissavgis.

Fonte: acidigital.com
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