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IV Domingo do Advento

16 de dezembro de 2011


Queridos irmãos e irmãs,
Saudações no Cristo que vem!
A liturgia deste último Domingo do Advento se refere repetidamente ao plano de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer ao homem. Esse plano, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Encarnação de Jesus.
A primeira leitura relata a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia pela boca do profeta Natã que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de conduzi-lo ao encontro da felicidade e da realização plenas. A “promessa” de Deus irá se concretizar num “filho” de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo à estabilidade, a segurança, a paz, a abundância, a fecundidade, a felicidade sem fim.
A segunda leitura chama a esse plano de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse plano se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.
Também o Evangelho deste Domingo (na linha das outras duas leituras) afirma, de forma clara, que Deus ama os homens e tem um plano de vida plena para lhes oferecer. Como é que esse Deus cheio de amor pelos seus filhos intervém na história humana e concretiza, dia a dia, essa oferta de salvação? A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros “chamados”) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos planos de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus atua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena. Já pensamos que é através dos nossos gestos de amor, de partilha e de serviço que Deus Se torna presente no mundo e transforma o mundo?
Neste Domingo, que precede o Natal de Jesus, a história de Maria mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos planos de Deus. É preciso que, através dos nossos “sins” de cada instante, da nossa disponibilidade e entrega, Jesus possa vir ao mundo e oferecer aos nossos irmãos – particularmente aos pobres, aos humildes, aos infelizes, aos marginalizados – a salvação e a vida de Deus.
 Outra questão é a dos instrumentos de que Deus se serve para realizar os seus planos. Maria era uma jovem mulher de uma aldeia obscura dessa “Galileia dos pagãos” de onde não podia “vir nada de bom”. Não consta que tivesse uma significativa preparação intelectual, extraordinários conhecimentos teológicos, ou amigos poderosos nos círculos de poder e de influência da Palestina de então. Apesar disso, foi escolhida por Deus para desempenhar um papel primordial na etapa mais significativa na história da salvação. A história vocacional de Maria deixa claro que, na perspectiva de Deus, não são o poder, a riqueza, a importância ou a visibilidade social que determinam a capacidade para levar a cabo uma missão. Deus age através de homens e mulheres, independentemente das suas qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que se acolhem e testemunham as propostas de Deus.
Dessa forma o Evangelho se refere ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitiva; narra como a concretização do plano de Deus só é possível quando o homem que Ele chama aceita dizer “sim” ao plano de Deus, acolhe Jesus e o apresenta ao mundo. 

Por: André Carlos M. Carvalho, aspirante Barnabita.
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