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II Domingo do Advento (Mt 3,1-12)

4 de dezembro de 2010

Queridos irmãos e irmãs,
Saudações no Cristo que vem!
A liturgia deste domingo nos convida a despir valores (que na verdade são anti-valores) efémeros e egoístas que, às vezes, damos importância excessiva, e a realizar uma revolução da nossa mentalidade, de forma que os valores fundamentais que marcam a nossa vida sejam os valores do “Reino”.
No Evangelho, João Batista anuncia que a concretização do “Reino” está muito próxima, mas para que o “Reino” se torne realidade viva no mundo, João convida os seus contemporâneos e nós a mudar a mentalidade, os valores, as atitudes, a fim de que nas suas e nossas vidas haja lugar para essa proposta que está para chegar. “Aquele que vem” (Jesus) vai propor aos homens um batismo “no Espírito Santo e no fogo” que os tornará “filhos de Deus” capazes de viver na dinâmica do “Reino”.
São Mateus apresenta a figura que prepara os homens para acolher Jesus: João Batista. A questão dominante que o Evangelho de hoje nos apresenta é a da conversão. Conversão significa “mudar de rumo”, “de caminho”.
Não é possível acolher “aquele que vem” se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de preocupação com os bens materiais. É preciso uma mudança da nossa mentalidade, dos nossos comportamentos, das nossas atitudes, das nossas palavras; é preciso um despojamento de tudo o que rouba espaço ao “Senhor que vem”. Estou disposto a esta mudança, para que no meu coração haja lugar para Jesus? O que, prioritariamente, deve mudar na minha vida?
O Evangelho deixa claro que não basta ser “filho de Abraão” para ter acesso à salvação que Jesus veio oferecer, mas que é preciso viver uma vida de fidelidade a Deus. Não basta apenas ser batizado na Igreja por batizar, mas é preciso uma conversão séria, empenhada, nunca acabada ao “Reino” e aos seus valores e uma vida coerente com a fé.
Assim, João deixa claro que receber o batismo de Jesus é receber o batismo do Espírito. Equivale a aceitar ser “filho de Deus”, a viver em comunhão com Deus, no amor e na partilha com os irmãos que caminham ao nosso lado. É esse o caminho que eu procuro, dia a dia, percorrer? Reflitamos!

Por: André Carlos M. Carvalho (Aspirante Barnabita).
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