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XXVII Domingo do Tempo Comum (Lc 17,5-10)

3 de outubro de 2010

Queridos irmãos e irmãs,
Saudações no Cristo Crucificado!
          Mais uma vez continuamos percorrendo o “caminho de Jerusalém” (característica de São Lucas) e deparando com as “lições” que preparam os discípulos para o desafio de compreender e de dar testemunho do “Reino”. Desta vez, o nosso Evangelho junta um “dito” de Jesus sobre a fé e uma parábola (comparação) que convida à humildade.
          A primeira parte do nosso Evangelho é constituída por um “dito” sobre a fé (vers.5-6). Depois das exigências que Jesus apresentou, quanto ao caminho que os discípulos devem percorrer para alcançar o “Reino”, a resposta lógica destes só pode ser: “aumenta-nos a fé”. Pedir a Jesus que lhes aumente a fé significa pedir-lhe que lhes aumente a coragem de optar pela vida (“Reino”) e sair da meodicridade (morte); significa pedir que lhes dê a decisão para aderirem incondicionalmente à proposta de vida que Jesus lhes veio apresentar. Jesus aproveita, na sequência, para recordar aos discípulos o resultado da “fé”. A imagem utilizada por Jesus mostra que, com a “fé” tudo é possível: quando se adere a Jesus e ao “Reino” com coragem e determinação, isso implica uma transformação completa da pessoa do discípulo e, em consequência, uma transformação do mundo que o rodeia.
          Na segunda parte do nosso Evangelho (vers. 7-10), São Lucas descreve a atitude que o homem e mulher deve assumir diante de Deus. Os fariseus estavam convencidos de que bastava cumprir os mandamentos da Torah (Antigo Testamento) para alcançar a salvação: se cumprissem as regras, Deus não teria outro remédio senão salvá-lo. A salvação dependia, de acordo com esta perspectiva, dos méritos de cada um. Deus seria, assim, apenas um contabilista, empenhado em fazer contas para ver se o homem e a mulher tinham ou não direito à salvação. Jesus coloca as coisas numa dimensão diferente. A atitude do discípulo, frente a Deus não deve ser a atitude de quem sente que fez tudo muito bem feito e que, por isso, Deus lhe deve algo; mas deve ser a atitude de quem cumpre o seu papel com humildade, sentindo-se um servo inútil (“sem lucro”) que apenas fez o que lhe competia.
          O que Jesus nos pede no Evangelho de hoje é que percorramos, com coragem e empenho, o “caminho do Reino”, a subida para Jerusalém. Quando o discípulo que simboliza todos nós aceita percorrer esse caminho, é capaz de operar coisas que transformam o mundo. E, cumprida a sua missão, resta ao discípulo sentir-se servo humilde de Deus, agradecer-lhe pelos seus dons, entregar-se confiada e humildemente em suas mãos.
          Reflitamos bem sobre o Evangelho deste Domingo!
          Que Deus nos abençoe por intercessão de Santo Antônio Maria Zaccaria e da Mãe da Divina Providência. Amém.

Por: André Carlos M. Carvalho (Aspirante Barnabita).
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