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A missão da Vida Consagrada

14 de abril de 2015

No certame que nos é proposto caminhar, estamos percorrendo o ano jubilar da vida consagrada. E são várias as expectativas de como os religiosos e religiosas enfatizam um aperfeiçoamento de sua vida, nos mais variados campos da sociedade, em um ano que é dedicado a reflexões, leituras e reavaliação de tudo que percorreram e percorrem como consagrados e consagradas a Deus. Surge uma pergunta: como está a missão do religioso e da religiosa na Igreja?  
O Papa Francisco exorta com ênfase a uma “saída, os religiosos devem ser impelidos a tomar um caminho mais evangélico e de anúncio do reino”. O consagrado possui um acento especial que é a missionariedade, que não é só uma tarefa: “Ide e anunciai o evangelho”, muito pelo contrário é uma exigência premente do ser cristão.
Compreende-se, então, que na vida dedicar-se ao outro é parte fundante do religioso que decidiu seguir a missão do “Amar-te e fazer que te amem”, árdua e tenebrosa consigna, porém a fraternidade evangélica é capaz de nos apresentar meios e soluções para uma possível realização do anúncio da Palavra de Deus.
Anunciar tornou-se em nossa época uma prática dolorosa. Os meios de comunicação, telejornais, novelas são por sua vez mais chamativos que a bíblia e a presença do outro como testemunha de cristo; a tarefa de emergir um impulso missionário é sacrificante, os fiéis se tornaram da palavra mero ouvintes, e não a tem mais como um sacramento de comunicação e escuta (o Deus que fala e se revela com seu povo, e o povo que fala e se apresenta perante o seu Deus), é substituído pelas mídias gerais.
Não quero aqui polarizar a mais ou a menos, ou relativizar a situação, acredito e sei que ainda há um fruto do Espírito, ou seja, pessoas que são dóceis a ação do querigma do Reino, e fazem-se presença no serviço da realização do plano salvífico de Cristo.
No entanto, a apostólica vivendi forma deve se manter viva na atualidade e relação de um povo que escuta a palavra e a põe em prática, e que encontra na missão uma visibilidade dos traços característicos de Jesus. O religioso e a religiosa estão neste barco, remando contra as correntezas, mas com um único intuito: “Com o exemplo da vida e a pregação, com os sacramentos e os outros meios da graça” (GS 5), tornar a vida consagrada um testemunho do que pediu o documento de Aparecida: “Sejam discípulos e missionários do Reino”.
Enfim, o testemunho do consagrado e da consagrada na vida religiosa é o do primeiro cristão que segue e vai aonde o mandarem e a que lugar for. A missão da vida consagrada é um ir até os confins da Terra, ou seja, à completa disponibilidade para a missão, sem temer e tremer: os desafios estão colocados à Igreja e a fé nos propõe enfrentá-los. Eis o chamado, só falta responder de forma clara e começar a semear as sementes do anúncio do reino.
Por:






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CELAM. Documento de Aparecida. São Paulo: Paulus, 2007.
CONGAR, Yves. El Espíritu Santo. Barcelona: Herder, 1983.
Papa Francisco. Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulus, 2013.
Papa Francisco, Carta Apostólica Às Pessoas Consagradas, para proclamação do Ano da Vida Consagrada. São Paulo: Paulus, 2014.
VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium. Constituições, decretos, declarações. 25ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
 ________. Constituição Pastoral Gaudium et Spes. Constituições, decretos, declarações. 25ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996.


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