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As mudanças exigem transformações / Cambios exigen transformaciones

16 de dezembro de 2014

“Não lhes escrevi palavra alguma que não tenha em si algo de especial. Se o encontrarem, penso que lhes será extremamente útil e de grande proveito... posto em prática juntamente com a memória da cruz de Cristo (evangelho), os levará a uma grande perfeição”.
(Santo Antônio Maria Zaccaria 1.11.09)

As mudanças exigem transformações
O contato com o Evangelho deve nos estimular a uma mudança (crescimento) gradual. Antropologicamente, o ser humano é um ser em “construção” e como tal, é chamado a traçar um caminho de autoconstrução e de superação. Negar esses elementos significa submeter-se a um estado de vida atrofiado.
A intimidade com Cristo carrega em sua estrutura a necessidade de levá-lo impresso na nossa existência; nesse âmbito se encontra o anúncio, que nasce da convicção de o ser humano se reconhecer como um ser amado por Deus e que este amor não abraça somente a mim (não é uma propriedade privada), mas sim a toda humanidade. Em outras palavras, o anuncio da boa nova pode ser traduzido de duas formas: por meio de palavras e de ações. Ambas são expressões da certeza da existência do amor que Deus entrega à sua criação. Na medida em que permitimos que tal amor penetre nossa existência, o sentido da entrega de Cristo na cruz começa a conduzir nossa maneira de nos instalar no mundo e paulatinamente, as palavras de Paulo: estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim (Gal 2, 19b- 20a) vão se transformando na “trilha sonora” de nossa caminhada espiritual. Por conseguinte, isso aumenta em nosso interior o desejo de extirpar tudo o que minimiza nossa relação com Deus. 
A Ressurreição de Jesus comprova a veracidade de sua mensagem e denota que Ele não é um profeta a mais que caminhou pela Palestina, é o Deus conosco e os Evangelhos são “pegadas históricas” de sua existência. O contato honesto com eles exorta o sujeito a moldar sua vida de acordo com os modelos propostos pelo Senhor. Não se trata de uniformizar a humanidade, mas sim consiste em sublinhar elementos básicos do cristianismo: altruísmo, alteridade, diligência, honestidade, domínio de si, entre outros. Cada sujeito, desde sua subjetividade, é convidado a fazer parte dessa objetividade e isso, longe de negar sua identidade, enriquece, fortalece e a torna mais original.  
Para crescer é necessário abraçar coisas novas e abrir mão de elementos antigos; o processo “doloroso” do aprendizado nos incita constantemente a reavaliar nossos conceitos, nossas “verdades e mentiras”. A vitória sobre si mesmo está presente nesse contexto, a mesma consiste em lutar contra o “monstro” que há dentro de nós. Trata-se de olhar para Jesus e encontrar o verdadeiro sentido da nossa humanidade. É ter a coragem de elevar a mente a Deus e dizer como São Alexandre Sauli ego tibi totus, totus tibi soli (todo teu, somente teu).
As mudanças exigem transformações, se é certo que a experiência profunda com Cristo deve ser o impulso que motiva o homem a dedicar-se a ser aquilo que ainda não é (SAMZ, 3.18.02), o cristão não pode colocar barreiras que impeçam que as consequências de tal contato impregnem sua humanidade. A cada sacramento recebido, a cada Eucaristia celebrada e a cada momento de oração, aumenta nossa responsabilidade pessoal como cristãos. Nesse sentido, o crescimento espiritual deveria acompanhar nossa estrutura cronológica; cada dia vivido é uma oportunidade indubitável para amadurecer. Um adulto que se comporta como uma criança, um religioso que se comporta como um postulante são exemplos clássicos de um estado de vida deformado, de um sujeito que se recusa a crescer (a amadurecer).
Muitas vezes para fugir de nossas responsabilidades, é mais cômodo para os adultos agirem como crianças e para os religiosos atuarem como postulantes, pois atuar assim é uma maneira de minimizar nossos encargos, esquivar-se dos mesmos; ficamos somente com o “doce” e deixamos o “amargo” para os demais. Se o ser humano não permite que as mudanças de etapas, o passar dos anos, transformem para melhor sua personalidade, ele viverá preso em um “mundinho” de fantasias onde as crianças não crescem, é a “terra do nunca”, a ilha bosquejada pelo escritor escocês James Matthew Barrie em sua obra “Peter Pan”. Confrontando os elementos mencionados anteriormente com a obra escrita por Dr. Dan Kiley em 1983, titulada “The Peter Pan Syndrome: Me Who have Never Grown Up”, é possível perceber que, neste âmbito, o processo de maturidade psicológico não acompanhou o crescimento físico.  
As marcas deixadas por nossas experiências de fé devem transparecer em nossos labores. Consciente de que a natureza “manchada” do ser humano precisa de um processo gradual de purificação, Santo Antônio Maria Zaccaria apresenta o método da gradualidade como caminho tangível para a autoconstrução de um cristão. Em outras palavras, o homem espiritual, em sua auto renovação começa cortando alguma coisa: um dia, uma, outro dia, outra e assim, procedendo de forma constante, um dia suprime isso e outro dia aquilo... (SAMZ 1.11.04). Antagonicamente, o tíbio recusa a submeter-se a esse processo paulatino, simula um comprometimento a sua missão, uma adesão superficial, evitando as faltas mais graves e se deleitando com as faltas leves, quer o bem, mas só em parte: controla-se em parte, mas não quer se controlar no todo (SAMZ 1.11.03). No fundo, o que motiva as suas buscas não é o valor existente em sua vocação, mas sim seus desejos escuros. 
Cristo deseja homens livres, pois é na liberdade que ampliamos e fortalecemos nossa humanidade. Somos livres para fazer nossas escolhas; porém é necessário ser consciente de que tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica (1Cor 10, 23). Ainda que nascendo em uma sociedade que possui estruturas anteriores à nossa existência, é de suma importância ressaltar que nós escolhemos os caminhos que traçamos, nossas escolhas nos definirão como pessoas e consequentemente, abrirão um conjunto de possibilidades (positivas ou negativas) para o futuro.
As palavras daqueles que se deixam conduzir pelo Espírito Santo são carregadas de sentido, são penetradas de unção. Assim são os homens de vida espiritual profunda, são portadores de uma mensagem que encontra sua origem em Deus. A expressão “não lhes escrevi palavra alguma que não tenha em si algo de especial” denota que indo ao núcleo do que o santo esboçou no papel e meditando sobre este, é possível encontrar uma riqueza colossal, difícil de ser traduzida com palavras. Para encontrar tal tesouro, é necessário ter a fé e o Espírito Santo como “bússolas”.
A mensagem de Santo Antônio M. ao casal milanês Bernardo Omodei e Laura Rossi: Quero e desejo - e vocês podem, se quiserem, - que se tornem grandes santos, preocupando-se com o aperfeiçoamento de suas qualidades e com o gesto de oferecê-las de volta ao Cristo Crucificado, pois vocês as receberam Dele (SAMZ, 1.11.06) é um desejo seu que se estende a todos nós, expressa o anelo do próprio Criador.  Zaccaria traduz em palavras humanas o desejo de um Deus que anseia ardentemente fazer com que a humanidade alcance a plenitude de sua existência. Oferecer de volta as qualidades ao Crucificado vivo, consiste na necessidade de começar uma luta interior, superar-se, permitir-se ser transformado.

“No os he escrito palabra alguna que no tenga en sí un no sé que. Por lo que, si lo encontráis, pienso que os será utilísimo y de gran provecho; y si lo ponéis en práctica, junto con el libro de la dulce memoria de la cruz de Cristo [el evangelio], os conducirá a una gran perfección”.
(San Antonio María Zaccaria, 1.11.09)

Cambios exigen transformaciones
El contacto con el evangelio debe impulsarnos a un cambio gradual. Antropológicamente, el ser humano es un ser en construcción y, como tal, es llamado a trazar un camino de autoconstrucción, de superación. Negar estos criterios significa someterse a un estado de vida atrofiado.
La intimidad con Cristo conlleva en su estructura la necesidad de llevarlo a Él impreso en nuestra existencia; en este ámbito está el anuncio, éste nace de la convicción de saberse amado por Dios y que este amor no me abraza solo a mí (no es una propiedad privada), sino a toda humanidad. Dicho de otra manera, el anuncio de la buena nueva se traduce de dos formas: por medio de palabras y acciones; ambos factores son expresión de la certeza de la existencia del amor que Dios entrega a su creación. En la medida que nosotros permitimos que tal amor penetre nuestra existencia, el sentido de la entrega de Cristo en la cruz empieza a conducir nuestra manera de instalarnos en el mundo, y paulatinamente las palabras de Pablo: ahora estoy crucificado con Cristo; yo ya no vivo, pero Cristo vive en mi (Gal 2,19b-20a) van transformándose en la “trilla sonora” de nuestro camino espiritual, consecuentemente ello aumenta en nuestro interior el deseo de extirpar todo lo que dificulta o aniquila nuestra relación con Dios.
La resurrección de Jesús demuestra la veracidad de su mensaje y denota que Él no es un profeta más que caminó por Palestina, es el Dios con nosotros y los evangelios son las “huellas históricas” de su existencia, el contacto honesto con ellos exhorta al sujeto a modelar su vida en los “moldes” puestos por el Señor. No se trata de uniformar la humanidad, antes bien consiste en subrayar elementos básicos del cristianismo: altruismo, alteridad, diligencia, honestidad, dominio de sí, entre otros. Cada sujeto, desde su subjetividad, es invitado a sumarse a tal objetividad y eso, lejos de negar su identidad, la enriquece, la fortalece, la hace más original.
Para crecer se exige abrazar cosas nuevas y echar mano de elementos antiguos; el proceso “doloroso” del aprendizaje nos alienta constantemente a reevaluar nuestros conceptos, nuestras “verdades y mentiras”. La victoria sobre si mismo está inserta en este contexto, la misma consiste en luchar contra el “monstruo” que hay dentro de nosotros, se trata de mirar a Jesús y encontrar el verdadero sentido de nuestra humanidad, es tener el valor de elevar la mente a Dios y decir como San Alejandro Sauli ego tibi totus, totus tibi soli (todo para ti, solo para ti).
Los cambios exigen transformaciones, si es cierto que la experiencia profunda con Cristo debe ser el impulso que motive a un sujeto a esforzarse por ser lo que no es (SAMZ, 3.18.02), el cristiano no puede poner barreras que impidan que los corolarios de tal contacto impregnen su humanidad. Con cada sacramento recibido, con cada eucaristía celebrada, con cada momento de oración aumenta nuestra responsabilidad personal como cristianos; en este sentido, el crecimiento espiritual debería acompañar nuestra estructura cronológica, cada día vivido es una oportunidad ineludible para madurar. Un adulto que se porta como niño, un religioso que se porta como novato, son ejemplos clásicos de un estado de vida “deformada”, de un sujeto que se rehúsa a crecer (a madurar).
Muchas veces para huir de nuestras responsabilidades es más cómodo para los adultos seguir portándose como niños y para los religiosos portarse como novatos, pues actuar así minimiza las responsabilidades posibilitando esquivarlas; nos quedamos solo con lo dulce y dejamos lo amargo para los demás. Si el ser humano no permite que el sobrevenir de las etapas, el pasar de los años transformen para mejor su personalidad, él vivirá atrapado en un “mundito” de fantasías en donde los niños no crecen, es el país de Nunca Jamás, la isla bosquejada por el escritor escocés James Matthew Barrie en su obra “Peter Pan”. Confrontando los elementos señalados anteriormente con la obra escrita por Dr. Dan Kiley en 1983, titulada “The Peter Pan Syndrome: Me Who have Never Grown Up”, es posible darse cuenta de que, en este ámbito, el proceso de madurez psicológica no acompañó el crecimiento físico.
Las marcas dejadas por nuestras experiencias de fe deben hacerse notar en todos nuestros quehaceres. Consciente de que la naturaleza “manchada” del ser humano necesita de un proceso gradual de purificación, Zaccaria presenta el método de la gradualidad como camino tangible para la autoconstrucción de un cristiano. Dicho de otra manera, el hombre espiritual, en la enmienda de su vida comienza por suprimir ya una cosa, ya otra, procediendo en forma constante; un día suprimo esto, otro día lo otro (SAMZ 1.11.04). Sin embargo, el tibio rehúsa someterse a este proceso paulatino, simula un compromiso en la misión, una adhesión superficial, evitando las faltas más graves y deleitándose con las leves, quiere el bien, pero no todo el bien; se refrena en parte, pero no en todo (SAMZ 1.11.03). En el fondo, lo que impulsa sus búsquedas no es el valor existente en su vocación, antes bien son sus deseos obscuros.
Cristo desea hombres libres, pues es en la libertad donde ensanchamos y fortalecemos nuestra humanidad. Somos libres para hacer nuestras elecciones; pero es necesario tener en cuenta que todo me es lícito, pero no todo conviene. Todo es lícito, pero no todo ayuda a construir la comunidad (1Cor 10,23). Aunque nacemos en una sociedad que posee estructuras anteriores a nuestra existencia, es menester resaltar que nosotros elegimos los caminos que recorremos, nuestras elecciones nos definirán como personas y consecuentemente, abrirán un conjunto de posibilidades (positivas o negativas) para el futuro.
Las palabras de aquellos que se dejan conducir por el Espíritu Santo son cargadas de sentido, son penetradas de unción, así son los hombres de vida espiritual profunda, son portadores de un mensaje que no es suyo, sino de Dios. La expresión “no os he escrito palabra alguna que no tenga en sí un no sé que” denota que yendo al núcleo de lo que el santo bosquejó en el papel y meditando sobre éste, es posible encontrar una riqueza colosal, difícil de ser traducida con palabras. Para encontrar tal tesoro, es necesario tener la fe y el Espíritu Santo como “brújula”.
El mensaje de San Antonio María a los cónyuges milaneses don Bernardo Omodei y doña Laura Rossi: Quisiera y deseo -y sois capaces si lo queréis- que lleguéis a ser grandes santos, a condición de que queráis aumentar y devolver más bellas, aquellas cualidades y gracias al Crucifijo, de quien las habéis recibido (SAMZ, 1.11.06) es un deseo suyo que se extiende a todos nosotros, expresa el anhelo del propio Creador. Zaccaria traduce en palabras humanas el deseo de un Dios que ansia ardientemente hacer que la humanidad alcance la plenitud de su existencia. Devolver más bellas la gracias y cualidades al Crucificado vivo, conlleva la necesidad de entablar una lucha interior, superarse a sí mismo, permitir ser transformado.
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