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Artigo: A realidade da ressurreição

20 de novembro de 2014

No Novo Testamento é narrada a ressurreição de Jesus como um acontecimento totalmente original e único, em comparação aos outros relatos como o Lázaro, o filho da viúva de Naín, porque eles foram glorificados, mas voltaram a morrer.
Jesus é apresentado como quem vence a morte, é a mesma intervenção divina sobre a humanidade, por conseguinte, a ressurreição passará a ser a maior verdade cristã. E, além disso, nenhuma cristologia poderá discutir este fato. As provas da ressurreição corporal de Jesus são sólidas, mesmo que sejam cientificamente improváveis. 
Posturas contra a ressurreição
A crítica racionalista do século XIX considerou o evento da ressurreição como um mito, uma fraude inventada pelos apóstolos, contudo não é nenhuma novidade esta afirmação já que no século I, supostamente, os apóstolos teriam roubado o corpo (cf. em Mt 28, 13).
No século XX de novo se observou um descrédito na ressurreição pelo fato de se ter feito um estudo comparado com as lendas pagãs, Jesus é colocado em paralelo com os deuses ressuscitados como Osíris, Dionisio[1], etc.
Por outro lado, a ressurreição corporal era a única forma de acreditar por parte dos discípulos e na mentalidade judaica. A ressurreição do corpo é uma verdade espiritual. O NT fala sem dúvida da ressurreição corporal de Jesus. É o mesmo que estava na vida pública e o sepultado.
Em suma, parafraseando ao Pannenberg[2], “o evento da ressurreição foi algo histórico, mas muito difícil de descrever com a nossa linguagem”. 
Dificuldades das narrações bíblicas
Os relatos dão informações, mas não num modo de livro de atas, ou registro dos fatos históricos, efetivamente, existem diferenças entre os relatos das aparições e entre as narrações sobre o túmulo vazio.
            As aparições são simultâneas, com poucas concordâncias, variam de pessoas (cf. Mt 28, 9-10; Jo 20, 14-18 e Mc 16,9-11),[3] se diferenciam de lugar (Jo 20; Lc 24, 50-51 e Mc 16, 9-11), porém, concordam que a aparição foi aos Doze (Mt 28, 19-20; Lc 24, 47-49; Mc 15,15).[4] 
Os relatos sobre o túmulo vazio
Note-se que se deve fazer distinção entre o fato e a interpretação. Todos os evangelhos estão de acordo que as mulheres levaram a primeira surpresa do túmulo vazio, ademais a interpretação comum da ausência do corpo é porque ressuscitou. Provém de alguma revelação especial?
            Contudo, as circunstancias da revelação se diferenciam (cf. Mc 16, 5-7; Jo 20,12). Em resumo para a tradição mais antiga, o túmulo vazio não foi sinônimo de ressurreição, constatamos que somente depois das aparições foi incluído como parte da narração sobre o ressuscitado.
Por:
Contato: cristosj@hotmail.com










BIBLIOGRAFIA
BROWN, Raymond. Introducción a la cristología del Nuevo Testamento. Salamanca: Sígueme, 2005, p. 181-191.


[1] Dionisio e Jesus: ambos considerados o Salvador da humanidade. Filho de Deus.
[2] Wolfhart Pannenberg foi um teólogo luterano do s. XX. Conhecido pelo seu livro: Jesus: Deus e Homem, cristologia “por baixo”.
[3] Brown, p. 187.
[4] Ibid, p. 188.
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