Postagem em destaque

Ação evangelizadora no Brasil

No Brasil, a Igreja agora se orienta para novas frentes de implementação do anúncio querigmático do Evangelho. A Conferência Nacional dos...

Follow by Email

Inicio » » Um “eu” em entrega: uma análise antropológica à luz dos Escritos de Santo Antônio Maria Zaccaria

Um “eu” em entrega: uma análise antropológica à luz dos Escritos de Santo Antônio Maria Zaccaria

28 de novembro de 2013

A indecisão e a incapacidade de se aproximar das reais necessidades do reino de Deus costumam apresentar motivos fantasiosos que muitas vezes nos fazem assumir uma postura passiva no Reino de Deus.
Santo Antônio Maria ensina que a irresolução é uma erva daninha que impede ao homem alcançar o mais alto grau de perfeição. Ele afirma que uma vez envolvido em suas correntes, a pessoa não consegue fazer o bem agora porque fica muito ocupado olhando ao futuro, em consequência de tal distração, esquece-se de viver e agir no presente. Aqueles que escolhem ter a mesma como mascote, são sempre inquietos e descontentes, ainda quando tudo vai bem. Porém, o que fazer para não ser “refém” dessa erva nociva? O jovem Zaccaria, com muita agudeza, dá algumas indicações: “Elevar a mente a Deus, pedir a inspiração Divina e buscar orientação com uma pessoa que seja madura espiritualmente” (SAMZ 10209*).
Em sua caminhada espiritual, o cristão deve proceder sempre com prudência, pois nossa realidade está marcada por ambiguidades que nublam a verdade das coisas; nem sempre é fácil descobrir qual o caminho correto. No entanto, Santo Antônio Maria alerta que depois de haver pensado com seriedade sobre o assunto não podemos deixar para agir mais tarde, pois nos caminhos de Deus precisamos, antes de qualquer coisa, de prontidão e dedicação (SAMZ 10210*). Em outras palavras, depois de refletir minuciosamente com prudência, depois de contemplar o panorama global dos nossos empreendimentos e serem feitas análises profundas, é necessário sair do mundo das ideias, tirar do papel o nosso plano de trabalho e colocar as mãos à obra. A práxis, iluminada pela contemplação e pelo bom conselho, permiti-nos concretizar e dar forma aos “autênticos anelos” do coração humano.  
Grandes pensadores hão afirmado que o ser humano carrega no seu ser uma realidade subjetiva que encontra seu desenvolvimento e sua realização em um âmbito coletivo: somos um “eu” que encontra seu desenvolvimento dialogando com um “tu”. O contato com o outro me ajuda a descobrir o que sou e o que não sou, percebo que minha existência, meus direitos e inclusive meus deveres têm limites. Dessa maneira, o ser humano pode afirmar sem vacilar: não sou um ser isolado, sou e estou com a humanidade. Consciente do que foi mencionado, é de suma importância ressaltar que as conquistas da humanidade são minhas, são tuas e são nossas também. Somos afetados pelo que sucede ao nosso redor, por isso é necessário tirar as “lentes do egocentrismo” e buscar outra que, provavelmente, para a ideologia preponderante esteja obsoleta, mas sem sombra de dúvidas nos ajudará a nos aproximar das reais necessidades do reino de Deus.  Os grandes homens e as grandes mulheres foram aqueles que se despojaram da idolatria do “eu” e souberam com audácia e convicção nadar contra a corrente. Às vezes, estar fora de moda é a mais pura expressão da “criativa autenticidade renovadora”.
A falta de tempo é uma das desculpas mais usadas nas comunidades cristãs. Conseguimos reservar tempo para conversar, para entrar em um chat, conversar temas estéreis; somos e estamos sempre prontos para fazer coisas que nos interessam, porém costumamos ser lentos quando diz respeito contribuir ao crescimento da comunidade.  Olhar os compromissos com Deus como algo secundário é sinal de que a tibieza agarrou nosso coração. Tal como um câncer, paulatinamente, esta “mortífera enfermidade espiritual” se apodera de todos os espaços do espírito humano.   
Deus ama o homem incondicionalmente, e não o fez para que ele fique aprisionado em si. Somos convidados por nosso Criador a sair de nossas comodidades e ir ao encontro dos demais, pois somos por natureza um “eu” em entrega. Por isso, não devemos permitir que a indecisão e as falsas desculpas, impeçam que sejamos verdadeiros amantes de Cristo, fervorosos, solícitos e decididos.   
Santo Antônio Maria Zaccaria,
Rogai por nós!
Por:








*SAMZ 10209: Santo Antônio Maria Zaccaria. 1=Cartas; 02=Carta 2; 09=parágrafo 9.
*SAMZ 10210: Santo Antônio Maria Zaccaria. 1=Cartas; 02=Carta 2; 10=parágrafo 10.
Texto en español: UN "YO" EN ENTREGA
Anterior Proxima Página inicial