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Solenidade da Santíssima Trindade

26 de maio de 2013

Queridos irmãos e irmãs, saudações em nome da Trindade!
Hoje, na liturgia, voltamos à segunda parte do tempo comum. Nestas longas semanas acompanharemos na esperança o ministério público de Jesus. Sua vida comum onde passa fazendo o bem e salvando a todos que a ele acorre.
A Igreja dedica o domingo seguinte ao de Pentecostes à celebração da Solenidade da Santíssima Trindade.
A Santíssima Trindade é o mistério central da nossa fé e de nossa vida. É o mistério de Deus em si mesmo.
O mistério é tudo aquilo que não compreendemos com a pura razão. É algo que compreendemos quando Deus no-lo revela. Todavia, a razão-inteligência, auxiliada pela Graça, nos dá condições por meio da contemplação da obra da criação compreender dentro da nossa limitação a o mistério trinitário sem naturalmente esgotá-lo. O mistério da Santíssima Trindade – Um só Deus em três pessoas distintas.
Antes de sua sistematização por meio de vários concílios e proclamação foram os apóstolos os primeiros a compreender esse mistério. Depois da ressurreição compreenderam que Jesus era o salvador enviado pelo Pai. E quando experimentaram a ação do Espírito Santo dentro de seus corações em Pentecostes compreenderam que o único Deus era Pai, Filho e Espírito Santo.
O número 258 do Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Assim como não tem senão uma e a mesma natureza, a Trindade não tem senão uma e a mesma operação. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio». No entanto, cada pessoa divina realiza a obra comum segundo a sua propriedade pessoal. É assim que a Igreja confessa, na sequência do Novo Testamento um só Deus e Pai, de Quem são todas as coisas; um só Senhor Jesus Cristo, para Quem são todas as coisas; e um só Espírito Santo, em Quem são todas as coisas. São sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas”. 
O Pai, Filho e Espírito Santo têm a mesma substância ou natureza (termos filosóficos), a mesma divindade, a mesma eternidade, o mesmo poder, a mesma perfeição. Cada uma das hipóteses ou pessoa (termos filosóficos) está totalmente contida em si, pois há uma comunhão perfeita entre elas. As pessoas da Santíssima Trindade são distintas entre si, dada a diversidade de sua missão. Deus Filho por quem são todas as coisas é enviado por Deus Pai, é nosso salvador. Deus Espírito Santo em quem são todas as coisas é o enviado pelo Pai e pelo Filho é nosso santificador.
A Solenidade da Santíssima Trindade deve nos levar a contemplação de um Deus que é amor. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família – pai, mãe e filho – é afirmar três deuses e é negar a fé; dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é, também, negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, se expressa na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família se torna trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue “dizer” o mistério de Deus.
Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Por: André CM Carvalho, religioso barnabita.
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