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II Domingo do Advento

3 de dezembro de 2011

Queridos irmãos e irmãs,
Saudações no Cristo Crucificado!
A liturgia do segundo domingo do Advento constitui um veemente apelo ao reencontro do homem com Deus à conversão. Por sua parte, Deus está sempre disposto a oferecer ao homem um mundo novo de liberdade, de justiça e de paz; mas esse mundo só se tornará uma realidade quando o homem aceitar reformar o seu coração, abrindo-o aos valores de Deus.
Na primeira leitura, um profeta anônimo da época do Exílio garante aos exilados a fidelidade de Javé e a sua vontade de conduzir o Povo através de um caminho fácil e direito em direção à terra da liberdade e da paz. Ao Povo, por sua vez, é pedido que dispa os seus hábitos de comodismo, de egoísmo e de auto-suficiência e aceite, outra vez, confrontar-se com os desafios de Deus.
A segunda leitura aponta para a parusia, a segunda vinda de Jesus. Convida-nos à vigilância, isto é, a vivermos dia a dia de acordo com os ensinamentos de Jesus, empenhando-nos na transformação do mundo e na construção do Reino. Se os crentes pautarem a sua vida por esta dinâmica de contínua conversão, encontrarão no final da sua caminhada terrena “os novos céus e a nova terra onde habita a justiça”.
No Evangelho, João Batista convida os seus contemporâneos (e, claro, os homens de todas as épocas) a acolher o Messias libertador. A missão do Messias, diz João, será oferecer a todos os homens esse Espírito de Deus que gera vida nova e permite ao homem viver numa dinâmica de amor e de liberdade.
Antes de mais, temos de considerar a mensagem principal do nosso Evangelho, João, o Batista, afirma claramente que, preparar a vinda do Messias, passa pela “metanoia,” isto é, por uma transformação total do homem, por uma nova atitude de base, por outra escala de valores, por uma radical mudança de pensamento, por uma postura vital inteiramente nova, por um movimento radical que leve o homem a reequacionar a sua vida e a colocar Deus no centro da sua existência e dos seus interesses. Neste tempo de Advento, de preparação para a celebração do Natal do Senhor, trata-se de uma proposta com sentido: preparar a vinda de Jesus exige de nós uma transformação radical da nossa vida, dos nossos valores, da nossa mentalidade.
Em concreto, o que é que nos meus pensamentos, nos meus comportamentos, na minha mentalidade, nos valores que dirigem a minha vida, impede o nascimento de Jesus no meu coração e na minha vida?
Dessa forma, ao acentuar o caráter decisivo e determinante do apelo de João, São Marcos convida-nos a uma resposta objetiva, franca, clara e decidida. Não podem existir tentativas de protelar a decisão. Estamos ou não dispostos a dizer “sim” aos apelos de Deus? Estamos ou não dispostos a aceitar a sua proposta de “metanoia”? Não chega dizer “talvez” ou “sim, mas…”. Deus espera uma resposta total, radical, decidida, inequívoca à oferta de salvação que Ele faz. Isso significa uma renúncia decidida ao nosso comodismo, à nossa preguiça, ao nosso egoísmo, à nossa auto-suficiência, e um embarcar decidido na aventura do Reino que Jesus, há mais de dois mil anos, veio trazer aos homens. 

Por: André Carlos M. Carvalho, aspirante Barnabita.
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